
Já são uma tendência de moda os uniformes retrôs - que lembram camisas de seleções e times que fizeram história. E nestes tempos de tanta tecnologia e jogos eletrônicos, tem gente que passa as horas vagas se divertindo com o tradicional futebol de mesa, o bom e velho jogo de botão. As crianças cresceram. Mas o jogo é o mesmo, com a mesma emoção. O tricolor Ricardo e mais 27 amigos, todos marmanjos, têm uma associação de jogo de botão com mesa, camisa e bolsa personalizadas. Com a palheta nas mãos, eles voltam à infância. Os anos passaram, as regras mudaram. E os acessórios, quanta diferença. Quem se lembra dos botões de coco? Foi-se o tempo. O passado do futebol também bate um bolão quando o assunto é moda. As réplicas das camisas que os times e as seleções usavam antigamente estão fazendo o maior sucesso. E tem modelo pra saudosista nenhum botar defeito. Esta loja tem 130 camisas de diferentes times e épocas. As mais exóticas são as mais procuradas. “Essa camisa do Zaire. Zaire não existe mais, atualmente é onde fica o Congo”, conta o empresário Leonardo Klamet. Tem gente que é tão aficcionada que precisa contar quantas têm: “Pelo meu último senso eu tenho mais ou menos 180 camisas”, diz o estilista Antônio Bordallo. Antônio é um apaixonado pela onda retrô. O carioca corinthiano busca na internet os modelos mais fiéis e mais raros. “Tem essa Inglaterra que ganhou a Copa do Mundo de 66. União Soviética de 82 também tem. Inclusive uma camisa do Carrosel Holandês 74”, diz o estilista. E com a Copa do Mundo chegando, a coleção deve aumentar: “Estou só esperando ver quais modelos que serão lançados aqui no Brasil pra ver quais que eu vou comprar, pelo menos umas duas ou três”, completa o carioca.
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